I N T R O D U Ç Ã O
A Publicidade nem sempre é óbvia. O público alvo, meta constante, vive em mutação. A cultura, o perfil econômico, o modismo, tudo acaba influenciando em seus hábitos, em suas reações. Não existe um manual de precisão para atingir um determinado consumidor sem conhecê-lo, pelo menos, no comportamento básico.
 
Costumo dizer que vejo a publicidade como 70% de psicologia e 30% de estratégia. A criação ao pé da letra é romântica. Arrebata admiradores, traduções poéticas ao seu conteúdo, interpretações em devaneio por vezes.
 
Mas qual é o seu real objetivo? Apaixonar, embelezar, glorificar, ou alcançar sua meta de vender, promover, ou incrementar ? Desde a minha primeira e  longínqua intromissão no meio publicitário, tive o privilégio de aprender conceitos fundamentais com grandes mestres do arco e flecha. Exímios arqueiros que raríssimas vezes erravam o alvo, o target.
 
O anúncio não era "bonitinho" ? Não era "cool" ? Não era candidato à prêmio? Ninguém se preocupava sinceramente com isso ...  A pergunta correta era: Qual o balanço de vendas posteriores ao anúncio? Quantas novas assinaturas no plano? Qual a redução no gráfico de cancelamentos?
 
Objetividade Criativa!
 
O cliente pode querer a fama, o reconhecimento de um comercial em mídia no Jornal Nacional, mas e se sua rede de distribuição não estiver preparada para a demanda? Quantos consumidores iriam novamente procurar o produto após duas, três, quatro buscas infrutíferas deste item na rede de comércio local?
 
Um tiro n'água como anunciar lâmina de barbear em programa infantil. A publicidade pode e deve ter a agressividade novaiorquina, mas deve ter o planejamento mineiro, comendo pelas beiradas com aquele "tiquim" de observação.
 
Observação esta que começa no briefing, aquele que acaba tornando todo publicitário um pouco entendedor de variadas atividades e serviços. Este conhecimento certamente será de grande utilidade para desvendar cada vez mais aquele que mais lhe interessa: O público-alvo. Todo aquele que usa gravata também usa camisa social, ou no mínimo camisa de botão. Se a camisa é de botão, sugere que alguém ou ele próprio pregue aquele botão que cai. Chegamos então na linha, na agulha. A conexão das necessidades, tão diferentes de pessoa para pessoa, é que justifica cada vez mais esta profunda observação.
 
Me considero então um psicólogo de massas para o desejo de consumo, para as necessidades prioritárias, para o bom atendimento e a satisfação garantida. Faz bem para mim, melhor para o cliente, e é fundamental para a saúde da publicidade.
 
Alexandre Queiroga
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